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A Riqueza da Vida Simples – Capítulo 2

Anteriormente, no capítulo 1, o autor dá um diagnóstico dos principais problemas financeiros enfrentados por pobres, classe média e até mesmo ricos.

Por outro lado, no segundo capítulo do livro A Riqueza da Vida Simples, o autor parte para as soluções, a começar pelo método tradicional, que não funciona para muitas pessoas e que ele mostra alternativas práticas.

Capítulo 2 – Quando o método tradicional não funciona.

Antes de mais nada, neste post falarei de:

Trabalhe as objeções

O autor começa o capítulo 1 falando das ilusões criadas pelas pessoas e define que:

Se você for esperar o cenário ideal para começar a prosperar, não vai começar nunca.

Gustavo Cerbasi

Por exemplo:

Ao invés de pensar que seus ganhos só vão aumentar se você comprar um carro, por um pensamento do tipo: como pessoas que não tem carro fazem ganhos extras?

É como no livro do Pai Rico, Pai Pobre, coloque sua mente para buscar uma solução e não fique estacionado no problema.

Substitua “meu filho pesa no orçamento” por “como famílias que ganham pouco e têm filhos consomem?”

Ou então, substitua “não tenho o que cortar no orçamento” por “qual deveria ser o padrão de despesas de quem ganha o que eu ganho?”

Outro exemplo: substituir “preciso de um aumento para começar a investir” por “qual é o limite de gastos para que, com minha renda, eu consiga poupar”?

Substitua “o momento não é bom para investir” por “como investidores profissionais fazem seus lucros no atual cenário”?

Segundo o autor, você deve fazer planos com base no cenário atual e nos desafios a serem superados, trabalhando suas limitações para que seus planos possam evoluir.

As coisas vão dar errado. Têm que dar errado

Quanto mais interessante for sua vida, mais imprevistos irão acontecer, e mais preparado você deve estar para lidar com eles. Uma vida interessante é uma vida com muitas experiências, mas também com muitos fracassos e muitos aprendizados. Arrisco dizer que uma vida interessante é uma vida de persistência.

Gustavo Cerbasi

Se o ambiente em que você vive muda drasticamente e você não tem nenhum imprevisto, é porque está sendo muito conservador e deixando de aproveitar oportunidades.

Quem evolui com frequência está sempre passando por novas experiências em que é preciso aprender a lidar.

As pessoas acham que se tiverem muito dinheiro terão seus problemas resolvidos, mas quando você tiver muito dinheiro, vai perceber que vão surgir outros problemas para resolver.

Por exemplo: onde investir esse dinheiro, como manter o seu patrimônio, como proteger seu patrimônio de taxas e impostos, etc.

São problemas melhores do que os anteriores, mas ainda não deixam de ser problemas.

Faça uma revisão periódica do planejamento pessoal

Da mesma forma que imprevistos podem acontecer, você pode, deliberadamente, favorecer sua sorte. Isso se faz com preparo e investimento em conhecimento e ferramentas.

Gustavo Cerbasi

Eu costumo fazer um planejamento anual antes de começar o ano, listando todos os meus objetivos para aquele ano e para os próximos anos.

Nos objetivos para o ano atual, ainda detalho as atividades e passos que necessito para alcança-los, estabelecendo prazos para cada atividade.

Por fim, ao final de cada mês, dou uma olhada para lembrar do planejamento e rever se as atividades ou prazos precisam de algum reajuste, algo pontual.

Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável

Portanto, quando você tem um plano detalhado, qualquer dica se transforma em economia ou fortalecimento do projeto.

Por exemplo, suponha que seu plano é fazer uma viagem pela Europa. Caso surja uma promoção em algum site de passagens, você consegue transformar essa informação em economia na prática, pois já vai ter planejado a data em que vai viajar, já vai estar guardando um dinheiro, etc.

Seja otimista em suas previsões

Se você fizer planos para alcançar um objetivo daqui a cinco anos e tudo acontecer exatamente como você planejou, é sinal de que algo terá dado errado.

Porque se nenhum imprevisto aconteceu, seu planejamento foi conservador demais ou então você poderia ter aprimorado seu plano para melhorar a previsão inicial.

O autor ainda diz:

Planos são feitos com base na perspectiva que você tem hoje e devem evoluir à medida que ganha experiência. É por essa razão que oriento meus alunos a serem otimistas em suas previsões.

Gustavo Cerbasi

Por isso, quando você escolhe fazer uma viagem, por exemplo, e estima que vai gastar R$10 mil, após virar um plano, você consegue ir aprimorando, encontrando economias para que a mesma viagem seja feita por R$5 mil ou até menos.

Um plano é a reunião dos recursos para construir um objetivo

Todos temos sonhos. Quando temos uma noção de quanto custa o nosso sonho, em quanto tempo podemos realizá-lo e de que forma seremos capazes de alcançá-lo, passamos a ter uma ideia. Quando essa ideia se traduz em organização do orçamento, esforço de poupança, escolha de investimento e ações concretas para viabilizar o sonho, temos, enfim, um plano.

Gustavo Cerbasi

Um plano envolve:

  • Um objetivo conhecido e o valor necessário para alcança-lo;
  • Um prazo para realiza-lo;
  • A escolha de uma estratégia de investimento;
  • Um esforço regular de poupança para que, com os rendimentos do investimento, o objetivo seja atingido;
  • A pesquisa de informações para aprimorar os itens anteriores.

Exemplos do que não pode ser considerado como um plano:

  • Começar a investir quando receber um bônus ou uma promoção;
  • Aguentar no cargo insuportável até que apareça uma oportunidade melhor;
  • Jogar na loteria semanalmente, na esperança de ganhar um grande prêmio;
  • Tentar o “pulo do gato” com negócios de ganho rápido;
  • Aceitar o insucesso nos planos quando um fato extraordinário acontece.

O planejamento financeiro resiliente

Uma das mais importantes técnicas do planejamento financeiro é manter-se resiliente. Em outras palavras, planos devem ser construídos de modo a suportar imprevistos de diferentes naturezas.

Gustavo Cerbasi

Resiliência é a característica de recuperar sua forma original depois de sofrer alguma deformação.

Existem duas estratégias para blindar o orçamento contra imprevistos:

  1. Manter uma reserva de emergência;
  2. Reduzir a proporção de gastos fixos no orçamento.

Gastos fixos são aqueles que você terá que pagar todos os meses, como um financiamento, por exemplo.

Quanto mais despesas fixas você possuir, mais exposto a imprevistos estará, pois não há o que cortar em situações urgentes.

Uma combinação de reserva para emergências, compras à vista e estilo de vida mais simples não blinda totalmente a família contra a frustração.

Porém, essa combinação torna o orçamento muito mais flexível e apto à mudanças, de forma que a frustração logo passará e a rotina voltará ao normal, ou seja, o planejamento financeiro foi resiliente.

Há situações em que planos realmente dão errado

Em um cenário sem grandes alterações, planos podem ser ajustados contra imprevistos. Porém, diante de uma mudança radical, o planejamento também deve mudar.

Gustavo Cerbasi

Imprevistos acontecem: perder o emprego, gravidez não planejada, descoberta de uma doença, etc.

Diante de uma situação como essa, é um erro insistir no plano original. Até mesmo no boxe, quando o treinador percebe que seu atleta está sendo castigado, ele joga a toalha para preservar um sofrimento que pode ser evitado.

Você deve ter a humildade de reconhecer a inviabilidade do plano no novo cenário.

Quanto antes reconhecer a inviabilidade desse plano, jogar a toalha e se preparar para a próxima luta, melhor. Além disso, os mais preparados terão sempre um plano B, ou seja, um caminho alternativo pronto para ser seguido.

Conclusão

Por fim, o autor termina o capítulo com a seguinte frase:

Consciência gera desconforto, e desconforto gera a ação necessária às mudanças.

Gustavo Cerbasi

Portanto, quando você se dá conta que seu plano não atingirá o objetivo previsto, você ficará desconfortável e partirá para as mudanças.

No próximo post, vou falar sobre o Capítulo 3 do livro: Planos novos para quando os velhos fracassarem.

Nos primeiros capítulos o autor fez diagnóstico do problema financeiro das pessoas e mostrou alternativas para quando o modelo tradicional não funciona.

No terceiro capítulo, ele continua com exemplos práticos, como o orçamento base zero, mas dessa vez focado naqueles planos que nunca saem do papel ou parecem muito distantes.

Comente se gostou ou se concorda com as conclusões tiradas do livro.

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