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Esse é o primeiro post da série de resumos e discussões do livro A Riqueza da Vida Simples de Gustavo Cerbasi.

Aliás, nessa série, vou trazer um resumo de cada capítulo, além de reflexões para te ajudar a resolver os seus problemas financeiros.

Vale lembrar que o último livro que terminamos foi o do Pai Rico, Pai Pobre de Robert Kiyosaki.

Capítulo 1 – O que é preciso para prosperar?

De antemão, você verá nesse post:

Introdução

Nesse primeiro capítulo, antes de mais nada, ele dá um diagnóstico dos principais problemas financeiros enfrentados por pobres, classe média e até mesmo ricos.

Em primeiro lugar, o autor fala na introdução sobre as suas motivações para escrever o livro:

Nas próximas páginas, provo que a independência financeira é viável mesmo que sua renda seja baixa. Que viver bem é possível mesmo que você more em uma comunidade desassistida pelo Estado. Que você pode aumentar seu conforto e sua qualidade de vida mesmo quando abre mão de sofisticação e status, ou que pode manter seu status mesmo quando abre mão de grande parte de seus gastos.

Gustavo Cerbasi
Enriquecer é uma questão de escolha

Isso quer dizer que enriquecer independe das suas limitações de opções, pois o autor acredita que enriquecer depende muito mais de escolhas acertadas.

Portanto, se você diz que não investe porque não tem dinheiro, o autor tenta provar nesse livro que é possível, independente de sua condição financeira.

O que é preciso para prosperar?

Primeiramente, o autor fala no capítulo 1 sobre as ilusões criadas pelas pessoas e define que:

Independente de quanto você tem ou ganha, se fizer escolhas conscientes, pautadas em uma vida de qualidade – mas não de luxo – no presente, seu futuro pode ser muito mais tranquilo e sem privações. Sua vida pode ser muito mais rica do que foi até hoje, desde que você refine sua percepção do que realmente quer e fortaleça sua habilidade de decidir.

Gustavo Cerbasi
Gaste menos do que você ganha e invista bem a diferença

A regra essencial é simples e bem conhecida, mas a maioria se esconde atrás de fortes argumentos para não colocá-la em prática.

Um desses argumentos é não saber investir. Em contrapartida, o autor diz que investir é simplesmente comprar algo e depois revender a um preço maior do que pagou.

Por exemplo, existem várias formas de investir:

  • ações
  • fundos
  • tesouro direto
  • como também feirantes, comerciantes, agricultores, que assumem riscos ao investir em algo que não sabem quando ou por quanto irão vender.

Portanto, o que Gustavo Cerbasi quer dizer é que investir não deveria ser problema, mas caso ainda não invista, é sinal de que falta desenvolver essa habilidade ou adquirir conhecimento.

O problema é que, para a maioria das pessoas, o que falta é justamente essa sobra de dinheiro para poder fazer boas escolhas.

Gustavo Cerbasi
Existem ricos sem dinheiro sobrando

Por incrível que pareça, existem pessoas que ganham bem, são ricas, mas não conseguem guardar dinheiro no final do mês, não sobra.

Segundo o autor, todavia, ter uma vida do bom e do melhor também traz uma cadeia de custos, impostos e manutenção que impossibilita poupar no ritmo recomendado.

Existem pobres com pouca margem de escolha

Por outro lado, também existem pobres com pouca margem de escolha.

A princípio, o dinheiro mal dá para fechar a conta de alimentação, remédios, moradia precária e transporte. Bem como o lazer, que só é possível se for gratuito.

O autor diz então que, nessa situação, sugerir poupar para o futuro é como rir da desgraça alheia. Mas também afirma que a baixa renda é resultado da baixa capacidade de transformar e de resolver problemas.

Mas então como transformar essa realidade?

Gustavo Cerbasi diz que, primeiramente, seria preciso se qualificar. Em outras palavras, investir em cursos que capacitassem a pessoa a fazer trabalhos diferenciados e de maior valor agregado.

A questão não é de cortar gastos, mas sim de reconhecer erros e voltar atrás

Logo depois, diante de algum dinheiro poupado, seria melhor investir no seu desenvolvimento profissional. Porque ganhando mais você terá mais tempo e dinheiro sobrando para aumentar a margem de escolha.

Por fim, o autor ainda diz:

Entre os extremos dos endinheirados com escolhas engessadas e dos mal remunerados que acreditam não ter escolha, temos a chamada classe média. Sem dúvida, a camada da população que mais sofre com problemas financeiros.

Gustavo Cerbasi
A classe média sofre mais

A classe média sofre mais porque ela sonha muito e muito alto.

Pior do que isso, a classe média enfrenta uma resistência grande de assumir o erro. Ou seja, dificulta que a lição seja passada para os filhos.

Segundo o autor:

Na busca de uma vida de qualidade, passa-se, na verdade, por uma insatisfatória vida de impostos, custos e limitações.

Gustavo Cerbasi

Portanto, se você acha que o seu problema é sua classe social, existem exemplos de todas as classes sociais com problemas com dinheiro.

Por isso, para prosperar, invista na instrução financeira e aprenda a cuidar do seu dinheiro para ter a riqueza de uma vida simples.

Você conhece seu padrão de vida?

Independentemente de quanto recebemos pelo nosso trabalho ou de nossos investimentos, o que determina nossa saúde financeira são nossos gastos. Em outras palavras, não é a nossa renda, mas sim o nosso consumo que determina se teremos ou não dificuldades financeiras, se somos ricos ou não.

Gustavo Cerbasi

Nesse ínterim, quanto menos se conhece o padrão de vida, mais chance de subestimar as consequências de escolhas erradas

Em síntese, o padrão de vida, segundo o autor, é o estilo de alimentação, saúde e educação, meios de transporte, forma de lazer e nível de segurança de uma família.

Contudo, as dificuldades financeiras acontecem quando acreditamos que podemos adotar um padrão de vida mais elevado (ou mais caro).

Portanto, apesar de parecer que a renda comporta aquela determinada escolha de padrão de vida no momento, ao longo do tempo se tornará um padrão de vida insustentável.

Em geral, consultores e educadores financeiros propõem que o fortalecimento seja alcançado com base em dois pilares: economizar e investir. Em outras palavras, cortar gastos e selecionar alguma forma segura, eficiente e compreensível de multiplicar as reservas.

Gustavo Cerbasi

Em suma, essa é a solução considerada tradicional pelo autor. Entretanto, nem sempre as recomendações conduzem a resultados satisfatórios.

A dificuldade de economizar

Economizar significa reconhecer erros e se desfazer de um conforto já conquistado – ao menos, teoricamente conquistado, mas isso é difícil e muitas vezes um processo doloroso.

Por exemplo, imagina que você comprou um carro do ano, com muito esforço, financiado, porém as contas não fecham.

Quando você analisa as contas, vê que o carro tem um consumo muito alto de combustível. Além disso, por ser novo, as revisões devem ser feitas na concessionária para manter a garantia.

Nesse sentido, cada revisão torna-se uma dor de cabeça financeira.

Enfim, você percebe que o carro foi uma escolha errada. Porém, se desfazer do carro do ano para comprar um carro de menor valor, mais antigo e mais econômico, parece ser um passo para trás na vida.

E é essa dificuldade de reconhecer o erro e se desfazer de coisas erradas que dificultam as opções de economia.

A dificuldade de reconhecer o erro

O erro, de fato, pode estar no exagero cometido ao definir o padrão de vida.

O autor diz que as pessoas priorizam em cortar as coisas mais fáceis, coisas do padrão de vida. Por exemplo: passeios, cuidados pessoais, gastos com pequenos rituais diários, etc.

O tempo mostra que esse caminho é uma prática insustentável

Chega um momento que a pessoa passa mais tempo pesquisando e controlando seu padrão de vida que muitos abandonam o barco.

Na verdade, o autor diz que você se dá conta de que essas milhares de pequenas economias são milhares de ataques a alegrias diárias que compõe uma parte importante da sua felicidade.

O pensamento se inverte

O cérebro passa a entender que é melhor estar endividado e feliz do que endinheirado e entediado

O autor diz que todo esforço para economizar é válido. Porém, o método tradicional com que isso é feito é ineficaz e insustentável no longo prazo.

Portanto, ele vai mostrar mais adiante no livro a importância de economizar nas grandes escolhas. Por exemplo: a escolha da casa para morar e o valor aluguel adequado ao seu padrão de vida.

Se você quer investir, precisa estudar ou pesquisar para entender como multiplicar suas reservas. Além disso, tem que fazer isso por meio de produtos ou estratégias que sejam compreensíveis.

Gustavo Cerbasi

Suas escolhas de investimento precisam ser eficientes

O autor diz que:

Suas escolhas de investimento precisam ser eficientes, sem roubar desnecessariamente seu tempo nem impor riscos que possam destruir a estratégia no futuro.

Gustavo Cerbasi
Não faltam armadilhas

As armadilhas em investimentos são enormes, desde promessas de dinheiro fácil até garantias de retornos altos em um curto espaço de tempo.

Fuja disso, mas lembre-se a quase totalidade delas tem como alvo dois tipos de pessoas: os ignorantes e os gananciosos.

A importância da instrução financeira

Por isso, é importante ter instrução financeira. Ou seja, é preciso ter interesse, se dedicar, estudar, se envolver, montar uma estratégia e segui-la com parcimônia e paciência.

Veja que interessante o alinhamento com o livro Pai Rico Pai Pobre que foi o primeiro que fiz da série de resumos. Essa é exatamente uma de suas lições.

Nem todos querem ou conseguem poupar no ritmo adequado. Mas ainda assim, é possível garantir a independência financeira fundada em sete pilares:

1. Não há futuro rico se seu presente for pobre (consuma qualidade de vida);

2. Não tenha pressa de se aposentar;

3. Cuide de sua saúde e de seu bem-estar para se manter produtivo por mais tempo;

4. Planeje sua carreira para que ela se desenvolva de forma a se tornar cada vez mais prazerosa;

5. Não poupe muito, mas invista bem (menor quantidade e maior qualidade);

6. Adote um novo padrão de educação, com três níveis de evolução: para o trabalho, para empreender e para investir;

7. Prepare-se para empreender após deixar de ser empregado.

Gustavo Cerbasi
Adiando os planos

Se não consegue poupar o suficiente, prepare-se para uma trajetória mais longa.

O que o autor quer mostrar com esses pilares é algo parecido com o livro Pai Rico, Pai Pobre.

Ou seja, se você não consegue poupar e investir o suficiente, não tem problema, apenas se conscientize de que a trajetória vai ser mais longa e prepare-se fisicamente e emocionalmente.

O processo é mais comportamental e motivacional do que lógico-racional

O autor diz que esse processo estimula aqueles que erraram ao fazer escolhas passadas a reconhecer seus desacertos e aceitar dar um passo atrás. Ou seja, é um caminho alternativo poderoso e viável.

A premissa inicial (para um planejamento financeiro) é que você precisa equilibrar sua vida presente e encontrar alguma forma de prover suas necessidades no futuro. Para resolver isso, há dois caminhos:

Acumular recursos que permitam gerar renda de que você precisa;

Diminuir a necessidade de renda futura.

Gustavo Cerbasi

De alguma forma, você vai precisar investir

Se quer diminuir sua necessidade de renda futura, precisa criar uma forma de autossuficiência.

No livro Pai Rico Pai Pobre, o autor define isso como acumular ativos, ou seja, coisas que tragam dinheiro para o seu bolso.

Invista em conhecimento

Uma forma de se blindar contra fracassos é investir em conhecimento

O autor diz que:

Se a sociedade ruma para um futuro muito diferente do atual, que não conseguimos prever exatamente como será, uma forma de se blindar contra fracassos é investir em conhecimento.

Gustavo Cerbasi

Portanto, se ainda não investe, procure estudar sobre o assunto e, se já investe, procure estudar outras formas de investimentos que você ainda não domina.

Reflexões intrigantes

Para finalizar, o autor joga algumas reflexões:

Pare e pense: você trabalha para viver ou apenas vive para trabalhar? Você faz dinheiro (esse é o termo correto, afinal, ganhar dinheiro é coisa de quem recebe mesada) para colecionar boletos ou para criar uma vida cada vez melhor?

Gustavo Cerbasi

Você trabalha para viver ou apenas vive para trabalhar?

Lembra da Corrida dos Ratos do livro Pai Rico Pai Pobre? É o mesmo conceito, pessoas que vivem para trabalhar, ou trabalham pelo dinheiro ao invés de fazer o dinheiro trabalhar por elas.

Para finalizar, o autor fecha o capítulo dizendo que você deve viver com qualidade no presente e criar estratégias para construir um futuro seguro, de forma leve e inspirada e não imposta e sofrida.

Conclusão

Chegamos ao final do capítulo e espero que você tenha refletido bastante sobre o que é preciso para prosperar.

No próximo post, vou falar sobre o Capítulo 2 do livro: Quando o método tradicional não funciona.

Enquanto que, no primeiro capítulo o autor faz um grande diagnóstico do problema financeiro das pessoas, apontando o que é preciso para prosperar, no segundo capítulo ele parte para as soluções, a começar pelo método tradicional, que não funciona para muitas pessoas e que ele mostra alternativas práticas.

Murilo Massaretto

Murilo MassarettoEconomista com especialização em Finanças, Investimentos e Banking